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O ex-presidente Lula (PT) participou de um ato político em Aracaju neste sábado (18) ao lado de Geraldo Alckmin (PSD), com quem deve compor a chapa na disputa pela Presidência da República em outubro.

Essa foi a primeira visita de Lula a Sergipe desde que foi confirmado como pré-candidato à presidência. Diante de um Centro de Convenções lotado, o petista disse pretender “fazer em quatro anos, mais do que fez em oito como presidente”, se for eleito. 

Apesar de um discurso com tom pacificador, Lula não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente em pontos ligados à área econômica e a religião, pautas prioritárias do atual mandatário.

“Não é possível recuperar esse país sozinhos. Temos que ter sabedoria para trazer junto todas as pessoas que querem, democraticamente, reconstruir esse país. O Brasil está precisando de alguém que pense em fraternidade, em solidariedade, em humanismo, que não queira governar, mas cuidar desse país”, acrescentou. 

 O ex-governador de São Paulo adotou a mesma linha. Em sua fala, Alckmin citou indicadores econômicos para defender a volta do petista ao Planalto. 

“O Brasil tem pressa. São 33 milhões de brasileiros passando privação, 66 milhões endividados, ameaça à democracia. o Brasil tem pressa para Lula voltar rápido à presidência, salvar a democracia com um governo do povo”, disse Alckmin, acrescentando sua visão de que “recuperar  a economia, demanda confiança, experiência capacidade de trabalho, e no governo do Lula o salário teve crescimento de 74%, foram 22 milhões de empregos gerados”. 

O ato também foi uma tentativa dar impulso a pré-candidatura do senador Rogério Carvalho ao governo de Sergipe. Com uma fala bastante parecida às de outros eventos dos quais tem participado, o petista sergipano defendeu a necessidade de fortalecimento de cadeias produtivas no estado, condicionando essa demanda à sua eleição e a de Lula. 

“Precisamos acabar com a fila de cirurgia na saúde, ter escola de qualidade em todos os lugares deste estado, não é possível viver à margem do rio São Francisco e ter sergipano sem água, vamos fazer o água para todos”, falou o senador.

Lula foi recepcionado por dirigente petistas, como a vice-governadora Eliane Aquino, os deputados federais Márcio Macedo e João Daniel, e também apoiadores de outras siglas, como o ex-deputado federal Valadares Filho (PSB), que chegou a ser vaiado pelo público durante sua fala. O senador baiano Jaques Vagner (PT) participou do ato. 

Protesto 

Na Avenida Beira Mar, na zona sul da capital sergipana, um pequeno grupo de bolsonaristas protestou contra a visita de Lula, com faixas que faziam referência a operação Lava Jato e um boneco “pixuleco”. Na sequência, eles seguiram em carreata pelas imediações.

Por F5 News

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