Os comerciantes dos bares localizados na Praia da Cinelândia foram notificados, nesta sexta-feira, 19, para desmontar as estruturas e deixar o local até 72h, ou seja, até a próxima segunda-feira, 22. A informação foi confirmada pelo presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Luiz Roberto, em entrevista ao programa Ponto Final, na Fan FM 99,7.

Luiz Roberto disse que o local é alvo de uma ocupação irregular e um conjunto de fatores exige que a Emsurb retira as pessoas do local. “Quando a gente assumiu a gestão da Orla da Atalaia e da praia, em termo de adesão com a SPU, havia 14 barracas móveis na praia da Cinelândia e, repentinamente, hoje se tem 38 estabelecimentos fixos, gente que fez gambiarra em postes, perfurou poços sem autorização. Há ainda denúncias na Emsurb e no Ministério Público Federal sobre aquele local, havendo necessidade de intervenção até como forma de proteção sanitária ao consumidor, desde a manipulação de alimento a perfuração de poços sem outorga”, detalhou Luiz Roberto.

A notificação para saída do local deixou os comerciantes surpresos e preocupados. De acordo com Mariana Henrique, que há dois anos tem um bar no local, a Emsurb mudou de postura nas últimas semanas. “Há um mês nós ficamos sabendo que haveria um projeto de padronização para a Cinelândia, onde nos saberíamos como ficaria a situação dos bares, como seria a organização. Isso nos foi passado em reunião. Então hoje todos foram pegos de surpresa com esse prazo de 72 horas para sair da praia. Criou um desespero muito grande, porque mais de 100 pessoas vão ficar sem emprego e sem qualquer fonte de renda”, alerta a comerciante.

Mariana explica que os bares atuam na região sem qualquer estrutura e, no caso dela, diz que precisa utilizar galões de água e gerador para prestar o serviço no local. Ela faz um apelo para as autoridades. “A gente faz um apelo ao Ministério Público, a Prefeitura, ao prefeito, para que esse prazo de saída seja prorrogado. Não dá para sair dali em 72h, muitos [comerciantes] sequer tem condições de arcar com a retirada do material dali”, conta.

Durante a entrevista para a Fan FM, Luiz Roberto reforçou as medidas que serão adotadas. “Não podemos prorrogar o prazo. Aliás, se fosse o caso, que não é nossa forma de agir, não precisaria dar prazo. Poderíamos chegar lá e remover a qualquer momento. Mas fomos hoje, e seguindo nossa linha de diálogo, demos prazo. São três dias para as pessoas se mobilizarem, desocuparem e retirarem os seus pertences… sob pena de remoção, demolição e recolhimento dos equipamentos”, frisou.

Para Mariana, a saída dos bares não considera os avanços que a praia teve nos últimos anos. “Ali nós criamos um projeto de resgate da Cinelândia, que começou há dois anos. É uma praia que foi sucesso nos anos 80 e estava abandonada, somente pessoas que praticavam esporte ou tinham vícios frequentavam ali, sendo inclusive um ponto de assalto. Estamos há dois anos com esse projeto de resgate e a praia cresceu. Todos agora têm sombreiros novos, cadeiras, lixo que a própria Emsurb colocou, ou seja, uma praia muito melhor, mas a desordem vai existir em qualquer lugar onde não há alguém cobrando e fiscalizando”, pontua a comerciante.  

Por Redação FAN F1

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