Glaucoma: se não diagnosticado pode causar cegueira

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O diagnóstico é feito a partir do exame oftalmológico na presença de alteração detectada ou da confirmação por exames complementares

oftalmologista Christiane Alves

O glaucoma é uma doença silenciosa e pode afetar pessoas de qualquer sexo, raça ou faixa etária. De acordo com a médica oftalmologista Christiane Alves, se o glaucoma não for tratado, o paciente pode ser levado à cegueira. “A perda visual perceptível só ocorre em fases mais avançadas do glaucoma, quando ocorre o comprometimento da visão central. Com o avanço do glaucoma, o campo visual vai estreitando progressivamente até transformar-se em visão tubular, como se o paciente estivesse de fato enxergando por dentro de um tubo.

Infelizmente, 40% ou mais do campo de visão pode ser comprometido sem que os pacientes percebam, e, sem o tratamento adequado, o paciente pode perder a visão de forma irreversível, explica a médica . Ela explica também que em todos os tipos de glaucoma, o nervo óptico que se liga ao cérebro encontra-se danificado, geralmente devido à alta pressão ocular. O tipo mais comum de glaucoma (glaucoma de ângulo aberto) não costuma apresentar outros sintomas além da perda lenta da visão. O glaucoma de ângulo fechado, embora raro, é uma emergência médica e seus sintomas incluem dor ocular ,náuseas e distúrbios súbitos de visão. O tratamento inclui colírios, medicamentos e cirurgia.

O diagnóstico é feito a partir do exame oftalmológico na presença de alteração detectada ou da confirmação por exames complementares. “No HORG disponibilizamos de equipamentos moderno como: Campo visual, OCT (tomografia de coerência óptica), Paquimetria, curva de pressão intra- ocular, teste de sobrecarga hídrica, Daytona , Retinografia e Gonioscopia.

O tratamento consiste em controlar as comorbidades , hábitos saudáveis, exercícios e controlar o principal fator de risco que é a pressão intraocular, que pode ser feita a partir de tratamentos a laser, uso contínuo de colírios anti- glaucomatosos ou cirurgias oculares eletivas ou de urgência com técnicas específicas que são feitas no HORG disse a oftalmologista. Ainda de acordo com Dra. Christiane Alves, o médico oftalmologista irá conduzir o tratamento para cada paciente de maneira individualizada, considerando vários aspectos, o tipo do glaucoma, a faixa etária, estágio da doença (leve, moderada e avançada), histórico familiar, comorbidades, fatores socioeconômicos, resposta de cada indivíduo ao tratamento proposto diante do custo , eficácia do medicamento e efeitos colaterais.

O glaucoma não tem cura, por isso, a importância do exame oftalmológico de rotina e a realização de exames complementares nos casos suspeitos e já confirmados. Dor intensa nos olhos e ao redor dos olhos; dor de cabeça; vermelhidão no olho; problemas de visão; dificuldade para enxergar no escuro; náusea e vômito; “aumento” da pupila (parte preta do olho bem central localizada no meio da íris) e visão turva são alguns dos sintomas. Quanto mais precoce for o diagnóstico, menor o dano à visão.

Por Jornal da Cidade

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